Escolha a folha pelo tipo de tratamento que precisa de documentar. Para a organização mais ampla da exploração, identifique também as operações culturais e o enquadramento que acompanha. As Normas de Produção Integrada da DGADR tratam do caderno de campo nesse contexto específico; o artigo 17.º da Lei n.º 26/2013 trata dos registos das aplicações de fitofármacos.

Modelos oficiais em Excel: qual descarregar?

Operação a registarFicheiro oficialElemento que ajuda a escolher
Tratamento de superfíciesExcel DGAV — superfíciesCampos agrícolas, zonas não cultivadas e outras superfícies indicadas
Tratamento em espaços fechadosExcel DGAV — espaços fechadosInstalações de armazenamento e estufas permanentes, entre as situações descritas
Tratamento de sementes ou material de reprodução vegetalExcel DGAV — sementesMaterial tratado, incluindo o exemplo de batata de semente indicado pela DGAV

Os três percursos constam da página oficial e dos ficheiros publicados. Descarregue o modelo correspondente ao trabalho e conserve uma cópia original. Prepare outra cópia identificada com o titular e a campanha para o preenchimento. Ao entregar a folha a um colaborador, explique o tipo de operação e os documentos que devem acompanhar cada linha.

O que tem o modelo de superfícies

O ficheiro de superfícies inclui identificação do produtor, empresa ou entidade autorizada, número do aplicador, localização, data e hora de início quando aplicável. Distingue produto e número de autorização, cultura ou tipo de utilização com código OEPP, estado fenológico BBCH, inimigo, área tratada, quantidade ou dose e volume de calda.

Leia os cabeçalhos antes de começar a copiar partes. Prepare a correspondência entre o nome da parcela usado no terreno e a localização que pretende escrever. Reúna a informação do estabelecimento de aquisição em separado da identificação do produto. Para as unidades, preserve a ligação entre o valor e o campo original, sobretudo quando o aplicador entrega uma nota abreviada.

Se precisa de instruções coluna a coluna, utilize o guia de preenchimento dos tratamentos realizados. Esta página ajuda a escolher e organizar os modelos; o guia desenvolve a transcrição e a conferência de cada aplicação. Mantenha o mesmo índice de documentos para conseguir passar do ficheiro escolhido ao parte que fundamenta a linha.

Estufa permanente e espaço fechado

A DGAV inclui estufas permanentes no modelo de tratamento de espaços fechados. O ficheiro distingue área tratada em metros quadrados e volume em metros cúbicos. A categoria de superfícies inclui, por sua vez, estufas não permanentes entre os exemplos apresentados.

Identifique a instalação e o tipo de operação antes de escolher entre os ficheiros. Para uma dúvida de enquadramento, apresente ao técnico a descrição da instalação e a utilização do produto que pretende documentar. Conserve essa orientação com a sua instrução interna de preenchimento. Evite transformar a designação habitual «estufa» numa escolha automática de qualquer uma das folhas.

Quando a instalação tem setores, prepare uma relação dos nomes usados nos partes. Associe cada documento ao local efetivamente tratado. Se o trabalho foi contratado, entregue ao prestador a referência que deve aparecer no parte e peça esclarecimento sobre qualquer indicação insuficiente. Na receção, confira primeiro instalação e tratamento e só depois os valores.

Sementes e material de reprodução vegetal

O modelo específico de sementes distingue a quantidade de produto ou dose da quantidade de sementes ou material de reprodução tratado. Inclui identificação do material e lote, além de campos de aplicador, produto, autorização, data e localização.

Prepare a identificação do lote a partir dos documentos do material. Mantenha a quantidade tratada acompanhada da unidade recebida e conserve a descrição do produto aplicado. Se há vários lotes na mesma operação, organize os documentos de modo a reconhecer o alcance de cada registo. Não transporte a área de uma parcela para o campo destinado à quantidade de sementes.

Combine a entrega dos documentos com quem acompanha o tratamento e quem recebe o material. Na consolidação da campanha, localize o lote e recupere o documento de execução. Deixe as perguntas sobre identificação ou quantidade junto da linha correspondente. Preserve as respostas e os documentos recebidos para que a transcrição permaneça compreensível quando muda o responsável pelo caderno.

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Caderno de campo agrícola e Produção Integrada

As Normas de Produção Integrada de janeiro de 2025 enquadram o caderno como instrumento de registo das operações da exploração. Referem, entre outros assuntos, as intervenções fitossanitárias e operações de fertilização. Esse documento pertence ao enquadramento de Produção Integrada.

Comece por escrever o âmbito do seu caderno: tratamentos, operações culturais e documentos que pretende relacionar. Se acompanha uma norma ou compromisso, identifique a edição utilizada e os documentos de trabalho correspondentes. Organize um índice por parcela, campanha e tipo de operação. Use essa estrutura para distribuir o preenchimento entre as pessoas que acompanham diferentes atividades.

Evite pedir ao aplicador dados de uma operação que não executou. Para fertilização, rega, colheita e tratamentos, identifique quem fornece os apontamentos e quem resolve as dúvidas. Se utiliza folhas diferentes, dê-lhes referências que permitam reconhecer a mesma parcela. A organização pode reunir vários documentos sem criar duas versões concorrentes de uma aplicação.

Quando existe um modelo regional

O Governo da Madeira publica cadernos para culturas como abacateiro, anoneira, bananeira e batata-doce e um Caderno de Campo Geral para as restantes culturas da região. A orientação de fevereiro de 2026 admite também modelos de programas informáticos para os utilizadores profissionais.

Para uma exploração madeirense, identifique a cultura e o caderno regional no seu índice antes de distribuir as tarefas. Consulte o guia do caderno de campo na Madeira para relacionar a documentação regional com os registos de aplicações. Conserve a edição do documento utilizado e os antecedentes da campanha a que respeita.

Se recebe um modelo indicado por uma entidade que acompanha a exploração, registe a finalidade do documento: organização interna, apoio técnico ou preparação de um compromisso. Peça esclarecimento sobre campos cujo significado não reconhece. Preserve a relação entre esse modelo e os dados de execução, sem perder o documento original recebido do aplicador.

Um modelo para GLOBALG.A.P.

O esquema IFA para frutas e hortícolas disponibiliza checklists adaptadas às práticas do produtor e identifica princípios e critérios próprios. O guia GLOBALG.A.P. deste portal acompanha os registos de tratamentos no enquadramento IFA Smart.

Ao organizar a certificação, relacione o critério com o documento que o suporta. Anote a edição da checklist, a cultura, o local e a pessoa que acompanha a preparação. Compare os dados pedidos com a informação que já recolhe na aplicação. Acrescente as referências necessárias à organização do processo, preservando a origem dos dados existentes.

Não utilize o nome de uma certificação para identificar qualquer folha agrícola. Na pasta da exploração, mantenha reconhecível o caderno das operações, o registo de tratamentos e os documentos usados no acompanhamento do esquema. Para perguntas ao organismo de certificação, apresente a referência concreta e o documento que pretende relacionar.

Como preparar uma cópia de trabalho

Crie uma pasta com o modelo original, o ficheiro preenchido e os documentos de entrada. Use nomes legíveis que indiquem titular e campanha. Defina quem recebe os partes e quem faz a revisão antes de distribuir o ficheiro consolidado. Se uma pessoa substitui outra, entregue-lhe o índice e as perguntas pendentes.

Faça um ensaio com uma aplicação já documentada. Localize produto, aquisição, local, cultura e execução; confira o destino de cada elemento na folha escolhida. Marque qualquer dúvida e resolva-a com quem forneceu o dado. Esse ensaio serve para preparar o procedimento e não deve ser apresentado como um tratamento fictício realizado na exploração.

Depois, teste a consulta do resultado: escolha uma parcela e encontre a linha e o respetivo documento. Se os nomes locais mudaram, conserve uma tabela de correspondência. Antes de abandonar um programa anterior, reúna os documentos que precisa de continuar a consultar e confirme a sua localização no novo índice.

Formato eletrónico e conservação

O artigo 17.º exige conservação dos registos das aplicações durante pelo menos três anos. A DGAV recomenda assegurar o formato eletrónico e legível por máquina a partir de 1 de janeiro de 2027 e identifica a conformidade do seu modelo Excel com esse requisito. A escolha de uma folha deve permitir manter o histórico e preparar a entrega da informação solicitada.

Para compreender a orientação de formato e o acesso à solução pública, continue no caderno digital e no CC+ pelo IFAP. Para organizar a apresentação de documentos, utilize o guia de inspeção. Mantenha a referência da ferramenta escolhida no procedimento da exploração e preserve as cópias recebidas de terceiros.