Para preparar os registos de tratamentos no IFA Smart de frutas e hortícolas, reúna também os elementos do critério FV-Smart 32.02.01: intervenientes identificados, tipo de equipamento e motivo da aplicação. O critério abrange aplicações de produtos fitofarmacêuticos, agentes de controlo biológico e tratamentos de pós-colheita. [1][1][1][1][1]

Esta página acompanha os princípios e critérios IFA Smart v6, na edição identificada nas fontes. Organize o caderno pela edição e pelo âmbito que acompanha na exploração. Preserve a ligação entre a obrigação nacional de registo e os elementos que prepara para a certificação.

Começar pela checklist da exploração

A apresentação atual da GLOBALG.A.P. indica que as checklists IFA v6 são geradas digitalmente e adaptadas às práticas específicas do produtor. Apresenta três níveis de princípios e critérios: Major Must, Minor Must e Recommendation. [2][2]

Reúna a checklist utilizada no acompanhamento da exploração e identifique a sua edição. Registe as culturas, os locais e as operações abrangidas no seu índice de preparação. Se o processo inclui estufa, campo e instalação de pós-colheita, mantenha as referências de cada um. Distribua as tarefas de recolha de documentos pelas pessoas que efetivamente acompanham essas atividades.

Crie uma folha de correspondência entre critério, documento e responsável. Escreva onde está o registo da intervenção, quem pode esclarecer a operação e que documentos demonstram a ligação à colheita. Se um critério for tratado numa instrução da exploração, guarde a referência completa dessa instrução. Preserve a versão usada na preparação do período avaliado.

O registo nacional continua identificado

O artigo 17.º nacional inclui produto e autorização, estabelecimento de aquisição e autorização de atividade, data, dose ou concentração, volume de calda, área, cultura e finalidade. Exige conservação dos registos durante pelo menos três anos. [3][3][3][3][3]

Prepare o registo de modo a reconhecer estes elementos antes de acrescentar a documentação da certificação. No seu índice, identifique quais as informações que recebe do aplicador, quais as que vêm do fornecedor e quais as que dependem do acompanhamento técnico. Para a estrutura de cada aplicação, utilize o guia de preenchimento.

Evite criar dois conjuntos divergentes da mesma intervenção. Se utiliza um relatório para a certificação e outro para consulta interna, conserve a correspondência entre ambos. Defina qual a origem dos dados e quem faz a revisão. Ao receber um esclarecimento, identifique em que documentos de trabalho precisa de ser incorporado, preservando a informação originalmente recebida.

Aplicador e pessoa tecnicamente responsável

O critério FV-Smart 32.02.01 pede o nome completo de quem aplica e o nome completo da pessoa tecnicamente responsável pela decisão e autorização do tratamento. [1][1]

Prepare uma relação de intervenientes com funções reconhecíveis. Associe cada parte ao executante e mantenha a referência da pessoa que decidiu a intervenção. Se uma empresa fornece vários aplicadores, peça que os documentos entregues permitam identificar quem realizou a operação correspondente. Preserve os contactos necessários para esclarecer os dados recebidos.

Na passagem entre técnico, aplicador e pessoa que preenche o caderno, combine o documento de entrada e o local de entrega. Peça que a informação sobre a operação executada seja distinguida das instruções de planeamento. Quando existem diferenças, formule uma pergunta sobre o tratamento concreto e conserve a resposta junto do parte. Registe quem acompanhou a revisão documental.

Equipamento e motivo da aplicação

O critério inclui o tipo de maquinaria ou equipamento utilizado e o motivo do tratamento. [1][1]

Escreva uma identificação que a equipa consiga relacionar com a intervenção. Se utiliza diferentes equipamentos na exploração, prepare uma relação com as designações usadas nos partes. Associe a descrição recebida ao equipamento efetivo antes de consolidar os dados. Guarde os esclarecimentos que permitam interpretar abreviaturas presentes em documentos de prestadores.

Para o motivo da aplicação, mantenha a correspondência entre cultura, problema identificado e operação realizada. Junte os antecedentes técnicos que usa na organização do trabalho. Se o tratamento resulta de uma observação de campo ou de uma orientação recebida, preserve essa referência no processo. Não transforme a designação do produto numa explicação indistinta para o objetivo da intervenção.

Datas de início e finalização

O critério FV-Smart 32.02.01 prevê datas exatas desde o início até à finalização da aplicação. [1]

Prepare os partes com o alcance temporal da operação reconhecível. Quando uma intervenção ocupa períodos diferentes, registe as informações recebidas de quem acompanhou o trabalho. Separe a data em que o documento foi entregue da data em que o tratamento foi realizado. Preserve essa distinção também na consolidação de ficheiros recebidos por correio eletrónico.

Se recebe um conjunto de aplicações numa única mensagem, organize as intervenções por local e data. Peça esclarecimento sobre linhas que não permitem determinar o período correspondente. Mantenha a pergunta junto do documento e identifique o conjunto utilizado na revisão final. Para o formato eletrónico e o circuito de transferência, consulte o guia do caderno digital.

Meteorologia no momento do tratamento

O critério FV-Smart 32.02.02 trata do registo de condições meteorológicas locais relevantes para a eficácia ou deriva. A própria disposição indica não aplicabilidade a culturas cobertas. [1][1]

Prepare a recolha das condições com a pessoa que executa ou acompanha a aplicação. Associe o apontamento ao local e ao período do tratamento. Se organiza informações de várias áreas, preserve a referência de cada uma. Identifique no procedimento interno como os dados são entregues ao responsável pelo caderno e como se esclarece uma anotação.

Para culturas cobertas, mantenha identificada a situação a que a avaliação da checklist se refere. Guarde no processo a edição e o âmbito utilizados no acompanhamento. Quando recebe perguntas sobre este critério, junte a identificação da instalação e os documentos que descrevem a operação. Evite aplicar uma classificação de uma unidade a outra sem reconhecer os respetivos antecedentes.

Intervalo de segurança e datas de colheita

O critério FV-Smart 32.03.01 utiliza os registos de aplicação e as datas de colheita para demonstrar o cumprimento dos intervalos pré-colheita. Para culturas de colheita contínua, prevê sistemas no campo, setor ou estufa que assegurem esse cumprimento. [1][1]

Organize uma relação entre local tratado, intervenção e produção recolhida. Identifique quem confirma a origem da colheita e quem conserva os documentos de saída. Mantenha a informação do produto e das condições da autorização junto dos antecedentes da aplicação. A DGAV remete a consulta dessas condições para os rótulos ou para o SIFITO. [4]

Na preparação de colheitas sucessivas, mantenha referências distintas dos setores. Entregue à equipa de colheita a identificação dos locais e as informações que resultam do acompanhamento técnico. Conserve a correspondência entre as indicações recebidas e o produto recolhido. Quando houver mudança de equipa, faça a passagem do processo com documentos localizáveis, em vez de uma mensagem oral isolada.

Pós-colheita e controlo biológico

A abrangência dos registos descrita em FV-Smart 32.02.01 inclui agentes de controlo biológico e tratamentos de pós-colheita. [1]

Crie entradas reconhecíveis para essas operações no índice da exploração. Identifique o local, o produto ou agente usado e os documentos que acompanham a intervenção. Se a operação é realizada fora do campo, preserve a relação com a instalação e com o produto que ali foi tratado. Combine com a pessoa responsável pela receção a entrega dos antecedentes ao arquivo.

Ao preparar uma amostra documental para a revisão interna, escolha operações de situações diferentes da exploração. Faça o percurso desde o parte até ao registo consolidado e, depois, à referência da produção. Anote quais as correspondências que precisaram de explicação adicional. Acrescente-as ao procedimento de trabalho para que o mesmo percurso possa ser repetido por outra pessoa.

Uma matriz de preparação para a auditoria

Entrada da matrizDocumento de trabalho a identificar
Edição e âmbitoChecklist utilizada no acompanhamento
IntervenientesRelação de aplicadores e responsabilidade técnica
AplicaçãoParte, localização, período e motivo
EquipamentoCorrespondência com a máquina ou método utilizado
Condições locaisApontamento meteorológico quando aplicável
ColheitaReferência do produto recolhido e origem

A matriz é uma proposta de organização dos elementos discutidos nesta página. Use-a para distribuir tarefas e localizar os documentos durante a preparação. Mantenha os registos nacionais reconhecíveis e preserve o processo da certificação com a edição utilizada. Para água, formação e documentos de produção fresca, continue no guia de hortofrutícolas e higiene. O hub português reúne os restantes caminhos de trabalho.

Rever a documentação antes de fechar o período

O artigo 4.º europeu prevê acesso ou cópia dos registos ao contratante sem demora ou restrições indevidas. [5] Inclua os prestadores na sua relação de receção documental. Identifique empresa, intervenção e destinatário do parte. Ao preparar a revisão do caderno, localize também os esclarecimentos trocados sobre o serviço e as correspondências dos locais.

Faça a conferência com papéis distintos: uma pessoa apresenta a operação e outra procura os documentos a partir do índice. Escolha situações que representem as práticas da exploração, como um tratamento executado por terceiro, uma intervenção na instalação e uma colheita de setor identificado. Anote quais as referências que permitiram reconhecer os intervenientes e quais precisaram de esclarecimento.

Prepare um registo interno das decisões de organização: nomenclatura de ficheiros, localização dos originais, responsável por receber relatórios e pessoa suplente. Distribua a instrução às equipas e conserve a versão utilizada. Antes de encerrar a revisão, confira assinaturas ou identificações que constem dos documentos recebidos, anexos mencionados, períodos descritos e correspondência de unidades. Mantenha uma relação das perguntas ainda atribuídas a técnicos, prestadores ou responsáveis pela colheita.