Para preencher o registo de tratamentos fitossanitários realizados, reúna os dados do produto, da aquisição e da intervenção. O artigo 17.º nacional inclui nome comercial e autorização do produto, identificação e autorização do estabelecimento de venda, data, dose ou concentração, volume de calda, área, cultura e inimigo ou outra finalidade. [1][1][1][1]
Comece pelo tratamento efetivamente executado. Tenha consigo o documento do fornecedor e o parte de quem aplicou. Complete uma intervenção de cada vez, resolvendo diferenças de localização e de unidades antes de juntar linhas de várias parcelas. A proposta de preenchimento desta página acompanha os elementos legais e os modelos oficiais disponibilizados pela DGAV.
Identificar corretamente o produto e o estabelecimento
O nome comercial e o número de autorização de venda identificam o produto no registo. O artigo 17.º pede também o nome e o número de autorização de exercício de atividade do estabelecimento onde foi adquirido. [1][1]
Crie campos separados para estas referências. Copie a designação completa do produto e confronte-a com a documentação utilizada na aplicação. Reserve a identificação do estabelecimento para o fornecedor efetivo dessa aquisição. Quando um colaborador preenche vários campos por cópia de uma linha anterior, peça-lhe que releia cada identificação antes de guardar.
Para preparar a informação recebida de fornecedores, organize uma ficha por estabelecimento. Anexe a documentação usada para identificar a autorização de atividade. Registe os produtos adquiridos sem transformar o nome de uma empresa numa referência indistinta para fabricante, distribuidor e vendedor. Se encontra uma abreviatura num parte antigo, associe o esclarecimento ao documento de origem.
Data, dose, concentração e volume de calda
O registo nacional inclui a data e a dose ou concentração e volume de calda da aplicação. O modelo DGAV para superfícies explicita ainda a hora de início quando aplicável. [1][2]
Escreva a unidade junto do valor. No seu procedimento interno, descreva o significado de cada coluna: quantidade total do produto usado, dose por superfície, concentração e volume de calda. Peça que os partes recebidos utilizem a mesma designação de unidade que será usada no registo. Evite completar um campo chamado apenas quantidade sem saber a que grandeza se refere.
No anexo europeu, a dose para tratamento de superfícies é expressa em quilogramas ou litros de produto por hectare. Nos espaços fechados, utiliza-se a quantidade por metro quadrado ou por metro cúbico. Para sementes, a dose refere-se ao quilograma, tonelada ou número de sementes. [3][3][3]
| Tipo de utilização | Referência de dose no anexo europeu | Dado a reunir antes de preencher |
|---|---|---|
| Superfície | Produto por hectare | Superfície efetivamente tratada |
| Espaço fechado | Produto por metro quadrado ou cúbico | Área ou volume da instalação tratada |
| Sementes | Produto por peso ou número de sementes | Quantidade do material tratado |
As unidades da tabela provêm do anexo do regulamento. [3][3][3] Para a organização do trabalho, copie primeiro a unidade do modelo escolhido e verifique se o parte utiliza a mesma. Resolva uma diferença de unidade antes de transcrever os valores. Guarde os elementos usados na conferência junto da intervenção.
Localizar o tratamento e indicar a finalidade
O modelo DGAV de superfícies tem um campo de localização e um campo de número do aplicador. O artigo 17.º nacional exige área, cultura e respetivo inimigo ou outra finalidade. [2][2][1]
Prepare uma relação de parcelas com os nomes que a equipa realmente reconhece e as referências documentais correspondentes. Use a mesma relação quando encomenda trabalhos a uma empresa. Se uma operação abrange apenas um setor, descreva o alcance recebido no parte e peça esclarecimento quando a indicação for insuficiente para localizar a intervenção.
No campo relativo ao inimigo ou finalidade, registe o objetivo concreto da intervenção comunicada pelo aplicador. Preserve a correspondência com a cultura tratada. Se a mesma máquina trabalhou em locais diferentes, mantenha a distinção entre operações na sua documentação de entrada. A organização deve permitir seguir o percurso desde o parte até à linha final do registo.
OEPP e BBCH no modelo de superfícies
O ficheiro DGAV distingue tipo de utilização ou cultura, com código OEPP, e estado fenológico, BBCH. A página de uso sustentável remete para as condições autorizadas nos rótulos ou no SIFITO, incluindo essas referências. [2][4]
Ao preparar o preenchimento, anote a designação da cultura usada na autorização e a correspondência com a sua referência interna. Registe o estado observado sem o deduzir apenas do mês do calendário. Se a pessoa que introduz o tratamento não acompanhou a cultura, peça ao responsável pela aplicação a informação necessária para completar a linha.
Mantenha uma legenda de trabalho para as abreviaturas adotadas na exploração. Identifique a proveniência da informação copiada e o tratamento a que respeita. Se atualizar essa legenda durante a campanha, preserve a ligação aos documentos já preenchidos. Para os requisitos de formato e datas de transferência, continue no guia do caderno de campo digital.
Escolher o ficheiro oficial adequado
A DGAV disponibiliza um modelo para superfícies e outro para espaços fechados. O segundo inclui estufas permanentes, e a sua estrutura distingue área tratada em metros quadrados de volume em metros cúbicos. [5][5]
Utilize os ficheiros oficiais através dos respetivos endereços: modelo DGAV para superfícies e modelo DGAV para espaços fechados. Estes são os modelos examinados para as colunas descritas nesta página. [2][5]
Antes de usar a folha, escreva no seu procedimento que tipo de tratamento vai registar nela. Faça uma cópia de trabalho identificada com o titular e a campanha. Preserve o ficheiro recebido como referência do modelo. Ao entregar a folha a um colaborador, explique que campos serão preenchidos por ele e quais dependem da informação do técnico ou do fornecedor.
Conferir sem transformar uma dúvida num dado
Faça a revisão em dois momentos de trabalho: primeiro a identificação da intervenção, depois os valores e unidades. Leia o local, a data, o aplicador e o produto como um conjunto. Em seguida, confronte a área, a dose ou concentração e o volume de calda com os elementos que recebeu. Coloque cada pergunta junto da linha a que respeita.
Se não consegue interpretar uma anotação, registe uma tarefa de esclarecimento. Identifique quem pode responder e entregue-lhe o documento concreto. Preserve a resposta com o parte. Ao atualizar o ficheiro de trabalho, deixe uma indicação interna da versão usada e evite distribuir simultaneamente duas versões como se ambas fossem a consolidação final.
Para uma campanha com vários colaboradores, combine uma designação de ficheiro e um local de entrega. Reserve uma pessoa para juntar os documentos e outra para substituir essa função. Use um índice de receção para encontrar rapidamente o prestador ou aplicador que pode esclarecer uma linha. A preparação de uma inspeção desenvolve a ligação entre registo e comprovativos.
Lista de revisão de um tratamento
- Confirmar o titular e a localização a que pertence o documento.
- Comparar nome e autorização do produto com a identificação recebida.
- Conferir a referência do estabelecimento de aquisição.
- Ler data, dose ou concentração e volume de calda com as unidades.
- Associar área, cultura e finalidade à intervenção descrita.
- Localizar a informação do aplicador e os esclarecimentos solicitados.
Esta lista é uma proposta de conferência. Para um tratamento feito por prestador contratado, o regulamento europeu determina acesso ou cópia dos registos ao contratante sem demora nem restrições indevidas. [3] Ao receber essa cópia, inclua-a no circuito de revisão e preserve a referência do documento entregue.
O prazo nacional de conservação dos registos é de pelo menos três anos. [1] Organize as pastas de modo a conseguir reencontrar o tratamento pelo período e pela exploração. Ao mudar de programa, utilize uma intervenção antiga para conferir a recuperação do histórico. Se os nomes das parcelas mudaram, mantenha a relação entre as designações anteriores e as atuais no seu índice de trabalho.
Instalações com vários níveis e nomes comuns
A nota 8 do anexo europeu prevê que, nas instalações com vários níveis, se registe a área total tratada. [3] Prepare a identificação dos níveis e a informação recebida de quem executou a intervenção antes de consolidar a superfície. Mantenha a correspondência entre instalação, setor e documento de origem. Se existem áreas que não participaram na operação, peça que o parte delimite o trabalho realizado.
O artigo 1.º, n.º 3, prevê a disponibilização, pelos Estados-Membros, de nomes comuns de culturas, situações e utilizações correspondentes a códigos EPPO, bem como de estados de desenvolvimento segundo BBCH. [3]
Ao preparar uma tabela interna, conserve a designação legível juntamente com a referência codificada que utiliza. Peça ao responsável técnico a correspondência necessária para a cultura ou situação concreta. Registe a proveniência dessa informação na legenda do ficheiro e mantenha as designações antigas reconhecíveis no histórico. Uma alteração de abreviatura deve continuar a permitir interpretar as intervenções anteriores.
Para documentos recebidos de terceiros, solicite explicação de siglas não reconhecidas, indicações truncadas e símbolos ambíguos. Reúna a resposta com o parte que originou a pergunta. Na revisão final, leia números e unidades por extenso e confira os separadores decimais usados no conjunto. Identifique quem validou a transcrição e preserve a ligação ao original para resolver eventuais divergências.
