# Rega e fertilização: captação, balanço de azoto e zonas vulneráveis

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Reviewed: 2026-10-29

## Captação e autocontrolo no SILiAmb

Para comunicar volumes de uma captação, comece pelo título e pelo respetivo programa de autocontrolo. No [SILiAmb da APA](https://siliamb.apambiente.pt/), abra a área **Autocontrolo**. Ali encontra os títulos que exigem comunicação de dados, conforme as condições estabelecidas. O portal permite comunicar os volumes captados.

Consulte os títulos de utilização dos recursos hídricos, ou TURH, na área «Utilizações tituladas». A cópia PDF disponível para consulta não tem validade legal; conserve o original emitido pela APA — Administração de Região Hidrográfica. Localize o seu título e guarde a referência do processo junto do arquivo de leituras.

No programa de autocontrolo do título, identifique a grandeza medida, o período abrangido e as condições de comunicação. Marque no calendário os prazos de reporte da captação.

Nos requerimentos de recursos hídricos, preencha os separadores «Identificação do requerente», «Localização da utilização», «Caracterização da utilização» e «Anexos». Para captações, preencha também «Finalidades da captação». Use essa estrutura para preparar a informação antes de entrar no pedido.

Na área Autocontrolo, selecione a utilização a que pertencem as medições. Pode acrescentar medições extraordinárias além das obrigatórias e anexar boletins analíticos de suporte em formato digital. Relacione cada ficheiro anexado com a informação que pretende comunicar.

No CC+, pode registar rega e fertilização. Para localizar as operações, use uma referência de parcela coerente com os restantes documentos. A identificação das parcelas está no [guia de produção integrada e parcelas](/pt/producao-integrada-requisitos-registos/).

## Registo de fertilização nas zonas vulneráveis

Nas zonas vulneráveis de Portugal continental, a ficha de registo de fertilização está no anexo VII da [Portaria n.º 259/2012](https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/portaria/259-2012-174783). O registo é obrigatório nas explorações com mais de 2 ha de SAU, mais de 1 ha de culturas arbóreas ou arbustivas, ou mais de 0,50 ha de floricultura ou culturas hortícolas. Antes de preparar a ficha, identifique a parcela e confirme o enquadramento territorial com o serviço agrícola competente.

Para culturas com área inferior a 1 ha de SAU ou a 0,50 ha de floricultura ou culturas hortícolas, use uma referência comum. Escolha a cultura de maior área ou, se as áreas forem idênticas, a mais exigente em fertilização azotada. A escolha da cultura de referência aplica-se ao preenchimento da ficha nas explorações abrangidas pelos limiares anteriores.

### Caderno de campo em PDF: onde obter a ficha de fertilização

Se procura um caderno de campo em PDF para organizar a fertilização, abra o [PDF oficial da Portaria n.º 259/2012](https://files.diariodarepublica.pt/1s/2012/08/16600/0477204795.pdf). Localize o anexo VII, «Ficha de registo de fertilização». Para escolher a folha adequada a outros registos da exploração, consulte o [guia de modelos de caderno de campo](/pt/caderno-de-campo-modelo/).

Na secção VII.1, preencha nome ou designação social, NIF ou NIPC, NIFAP, endereço, código postal, localidade, freguesia e concelho. Em VII.2, identifique a exploração, o distrito, o concelho e a freguesia.

No quadro VII.3.1.1, calcule o azoto fornecido pela água de rega. Preencha cultura, área, época, método, eficiência, volume aplicado, dotação total, teor em nitratos e azoto por hectare. Identifique a época pela primeira e última rega. Registe nas secções seguintes o azoto do solo, dos resíduos das culturas precedentes e o total disponibilizado.

Na secção VII.3.2, indique designação e número parcelário iSIP, localização, cultura, área, produção esperada e azoto requerido. Em VII.3.3, subtraia à necessidade da cultura o azoto disponibilizado para obter o azoto a aplicar.

No quadro VII.3.4, registe fertilizante, data, nome comercial ou origem da matéria orgânica, quantidade aplicada, teor em azoto e quantidade de azoto aplicada. Preencha VII.3.2, VII.3.3 e VII.3.4 para cada parcela homogénea. Associe o balanço de azoto às fertilizações da mesma parcela homogénea.

Mantenha os registos permanentemente atualizados e arquive-os durante cinco anos, juntamente com o plano de fertilização e os boletins de análise. Organize as folhas concluídas com as análises e os documentos usados para as preencher. Ao rever uma aplicação, procure o balanço da mesma parcela, a composição utilizada e a data real.

## Balanço de azoto da água, solo e fertilizantes

Determine o teor de nitratos na água de rega. Nas análises de terra, obtenha pelo menos um destes parâmetros: azoto mineral, azoto total, azoto nítrico ou matéria orgânica. Nas análises foliares de culturas arbóreas e arbustivas, confira também fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, ferro, manganês, zinco, cobre e boro. Ao pedir interpretação, mantenha a designação e as unidades originais do laboratório.

Para culturas anuais, calcule F = N − (Ns + Na + Nr). F corresponde ao azoto a fornecer pela fertilização; N à necessidade da cultura para uma produção determinada; Ns ao contributo mineral do solo; Na ao azoto da água de rega; Nr ao contributo dos resíduos das culturas precedentes. Os termos são expressos em quilogramas por hectare.

Para arbóreas e arbustivas, calcule F = N − (Ns + Na), com a necessidade estabelecida com base na análise foliar. Escolha a fórmula da cultura e use o boletim de análise da parcela correspondente.

No cálculo do contributo do solo, dê prioridade ao azoto mineral e depois ao nítrico. Se a análise fornecer apenas azoto total e matéria orgânica, use o total. Confira o parâmetro e a unidade no boletim antes de calcular o contributo do solo.

No plano, o azoto total das matérias fertilizantes orgânicas não pode ultrapassar 250 kg por hectare de SAU e ano. Desse total, o azoto dos efluentes pecuários, incluindo os excrementos em pastoreio, tem um limite de 170 kg. Respeite também os máximos específicos das culturas.

Para os efluentes pecuários, use os valores de azoto do anexo V. Pode usar outros valores com variação até 30% do azoto total, desde que comprovados por análises do produto a aplicar. Arquive o boletim da amostra com o cálculo que usa esse teor.

## Periodicidade das análises nas zonas vulneráveis

As análises de terra são anuais em floricultura e culturas hortícolas, ao ar livre e em estufa. Nas restantes culturas, são quadrienais. É recomendável determinar também pH, fósforo, potássio e magnésio extraíveis. As metodologias analíticas têm como referência as do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I. P., o INIAV.

Analise anualmente os nitratos da água de rega. A periodicidade passa a quadrienal quando a variabilidade anual da concentração é inferior a 20% da média dos últimos três anos. Prefira colher a amostra no início da rega. Nas culturas arbóreas e arbustivas, as análises foliares são anuais e a época de amostragem depende da cultura, conforme o anexo IV.

## Nitratos, dotação e eficiência

Calcule o azoto da água: kg de N/ha = [0,000226 × nitratos (mg/L) × dotação (m³/ha) × eficiência (%)] ÷ 100. A percentagem entra no numerador e a divisão por cem já está na fórmula: se numa folha de cálculo introduziu a eficiência como fração decimal, não volte a dividi-la. Confira como a folha recebe o dado antes de transcrever o resultado.

Se há animais em pastoreio direto, contabilize o azoto dos excrementos com os valores do anexo XII. Guarde a espécie e o efetivo animal usados no cálculo junto do balanço da parcela.

No quadro do anexo VII, a ficha separa volume aplicado, dotação por hectare, teor em nitratos e azoto fornecido pela água. Mantenha em cada coluna a unidade da grandeza que vai registar: um resultado em mg/L não deve ser copiado para uma coluna em kg/ha. Associe o teor em nitratos à amostra de água e à dotação de rega da parcela, e identifique no arquivo qual contador, furo ou ponto de captação originou as leituras usadas no balanço.

Contabilize o azoto da água, dos fertilizantes orgânicos, dos adubos, do solo e do precedente cultural. Use a expressão correspondente a culturas anuais ou arbóreas e arbustivas. Identifique no cálculo a entrada correspondente a cada fonte de azoto.

Para culturas anuais, os resíduos do precedente cultural entram no termo Nr. Identifique a cultura anterior e o destino dos seus resíduos: retirados da parcela ou incorporados. Ao rever o balanço, conserve essa decisão junto da necessidade de azoto calculada.

## Documentos de suporte

O plano de fertilização e os boletins de análise devem acompanhar a ficha de fertilização nos termos do artigo 8.º. Arquive-os com o balanço da parcela correspondente. Para a APA, confira separadamente o título e o programa de autocontrolo. Se os períodos de referência forem diferentes, não altere um deles em silêncio para obter totais iguais; escreva o período, a unidade e a origem de cada volume de água comunicado.

## Títulos antigos e consulta do processo

Os TURH emitidos antes de outubro de 2012 não estão disponíveis para consulta no SILiAmb. Para os recuperar, contacte a Administração de Região Hidrográfica com os dados da captação e a data de emissão.

No registo do contador, anote as leituras inicial e final. Calcule a diferença para obter o volume captado no período e conserve a unidade indicada no mostrador.

## Próximo passo

Confira o título no [SILiAmb](https://siliamb.apambiente.pt/) e escolha a [folha de registo](/pt/caderno-de-campo-modelo/) adequada à exploração.


