# Como organizar os registos de hortícolas e pequenos frutos

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Reviewed: 2026-10-23

Para organizar o caderno de campo de hortícolas e pequenos frutos, ligue os tratamentos às parcelas e aos documentos da colheita. O plano DGAV de 2026 inclui, além do uso de fitofármacos, água usada em irrigação, tratamentos e lavagem, práticas de higiene, formação e rastreabilidade. [^1][^1]

Prepare o arquivo por produto, local e período de trabalho. Identifique quem recolhe informação no campo, quem acompanha a colheita e quem conserva os documentos de saída. Esta página utiliza o plano atual e um recurso técnico disponibilizado pela CCDR Centro para construir um percurso de organização adequado à produção de hortofrutícolas frescos.

## O recurso da CCDR Centro e a sua data

O Código de Boas Práticas de Higiene na Produção Primária de Hortofrutícolas Frescos, disponibilizado pela CCDR Centro, identifica a edição de novembro de 2015. A secção de manutenção de registos inclui utilização de produtos fitossanitários e biocidas, quando aplicável, e recomenda arquivo de análises e formação dos trabalhadores. [^2][^2][^2][^2]

Utilize o código como recurso de organização, com a sua edição identificada. Para o enquadramento do controlo apresentado nesta página, a referência é o plano DGAV de março de 2026. Este inclui água, higiene, formação e rastreabilidade entre os indicadores da produção alimentar. [^1][^1]

No índice da exploração, guarde a referência completa de cada documento técnico utilizado. Identifique quem o usa e em que tarefas. Quando atualiza uma instrução de trabalho, mantenha a versão anterior ligada ao período em que foi aplicada. Entregue aos colaboradores a instrução escolhida e registe as perguntas que surgem na sua utilização.

## Tratamentos: começar pela parcela e pela cultura

O artigo 17.º inclui área, cultura e respetivo inimigo ou outra finalidade no registo de aplicações. Inclui também produto e autorização, estabelecimento de aquisição, data, dose ou concentração e volume de calda. [^3][^3][^3][^3]

Prepare uma relação dos setores de produção que consiga ser usada no campo e na receção da colheita. Dê uma referência própria às áreas que precisam de ser distinguidas nos partes. Para cada intervenção, mantenha a identificação comunicada por quem executou o tratamento. Se um apontamento usa apenas o nome habitual de um terreno, peça a correspondência com a referência da exploração.

Confronte o produto aplicado com a identificação da cultura e da finalidade da intervenção. A DGAV remete a consulta das condições autorizadas para os rótulos ou para o SIFITO. [^4] Mantenha essa informação junto dos antecedentes do tratamento. Para o detalhe das unidades e das colunas do modelo, siga o [preenchimento dos registos](/pt/registo-tratamentos-campos-obrigatorios/).

## Colheita e histórico do setor

No plano de 2026, a secção 8.2 prevê amostragem quando a cultura já foi colhida e existe incumprimento ou suspeita de mau uso. Entre os exemplos estão registos de aplicação inexistentes ou incompletos. [^1][^1]

Organize a colheita com a mesma referência de local utilizada nos tratamentos. Junte os documentos que identificam a produção recolhida e a informação necessária para reconstruir o percurso do produto. Para campanhas com recolhas sucessivas, prepare entradas que permitam distinguir os períodos e os setores. Evite consolidar documentos que utilizam referências incompatíveis sem primeiro registar a correspondência.

Num pedido relativo a um produto colhido, comece por localizar a origem. Depois, reúna os tratamentos associados àquela área e as informações recebidas de prestadores. Faça uma cronologia documental com os registos existentes. Identifique os pontos que exigem esclarecimento e atribua cada pergunta a quem acompanhou a operação correspondente.

## Água: reunir origem, utilização e documentos

A água usada na irrigação, nos tratamentos e na lavagem constitui um indicador do plano de controlo de 2026. O código de higiene recomenda arquivar análises de hortofrutícolas, solos e água de irrigação. [^1][^2]

Crie uma ficha de organização para cada origem de água utilizada. Identifique o local e as operações a que está associada. Junte os relatórios disponíveis com a data, a referência da amostra e o ponto de recolha indicado no documento. Preserve a relação entre o resultado recebido e a utilização que estava a ser acompanhada.

Se vários setores utilizam a mesma origem, registe essa correspondência no índice. Ao preparar uma pergunta técnica, entregue o relatório completo e a descrição do uso da água. Conserve a resposta e os documentos de acompanhamento junto da mesma origem. Separe os assuntos relativos à água de lavagem dos apontamentos de volume de calda de um tratamento.

## Formação e instruções para quem trabalha

O guia disponibilizado pela CCDR Centro recomenda arquivar registos de formação de cada trabalhador. O plano atual inclui boas práticas de higiene e formação entre os indicadores da produção alimentar. [^2][^1]

Prepare uma relação das pessoas que participam em colheita, preparação e manuseamento. Associe as instruções de trabalho ao papel de cada uma. Quando transmite uma orientação, identifique a versão do documento e o assunto abordado. Mantenha a informação num local que permita preparar a integração de um trabalhador novo ou a substituição de um responsável.

Na organização de equipas sazonais, descreva as tarefas com referências concretas: setor, utensílio, produto e pessoa que esclarece dúvidas. Reúna as perguntas recorrentes e atualize a instrução usada pela equipa. Guarde os registos de formação com os nomes dos participantes e o período correspondente, preservando a ligação à campanha.

## Fertilização e outras operações

O código de higiene recomenda registar aplicações de fertilizantes com indicação de parcela, pomar ou estufa, data, tipo, quantidade, método e operador. Nas normas de Produção Integrada, o caderno inclui fertilizações de acordo com o plano e justificação das práticas culturais. [^2][^5][^5]

Mantenha as operações em categorias reconhecíveis. Use a mesma identificação de local nos apontamentos de fertilização, tratamentos e colheita, conservando as unidades próprias de cada operação. Para uma exploração em Produção Integrada, organize também o plano e os documentos que explicam as intervenções adotadas. Evite transformar uma única coluna de observações no destino de informações com significados diferentes.

Se recebe aconselhamento de várias pessoas, combine quem consolida a documentação e quem responde por cada assunto. Anexe os esclarecimentos às operações respetivas. Ao encerrar um período de trabalho, reveja se os documentos entregues cobrem as tarefas que constam do índice e identifique as entradas ainda por organizar.

## Rastrear a saída da produção

O código descreve sistemas e procedimentos para identificar os operadores a quem foram fornecidos os produtos. O plano de controlo de 2026 inclui rastreabilidade como indicador. [^2][^1]

Organize uma correspondência entre parcela, produto recolhido, referência de lote utilizada na exploração e documentos de saída. Defina quem confirma a origem quando a produção chega à receção. Guarde a relação dos destinatários com as referências que constam dos documentos emitidos. Se um produto reúne colheitas de setores diferentes, preserve os antecedentes que permitam reconhecer essa composição.

Faça um exercício de procura com um documento de saída já existente. Localize a origem e, em seguida, a informação de tratamentos e colheita associada. Registe o caminho seguido e identifique onde foi necessário pedir explicação oral. Acrescente essas correspondências ao índice para que o suplente possa repetir a pesquisa.

## Preparar o conjunto para uma inspeção

O plano atual utiliza uma lista de verificação específica, LV.01, e um manual de procedimentos, MP.01. O artigo 53.º nacional exige a disponibilização dos registos aos agentes fiscalizadores. [^1][^3]

Reúna o pedido recebido e delimite o produto, o local e o período em análise. Organize o registo de tratamentos, os documentos de colheita, os relatórios relativos à água e a documentação de formação pelos assuntos solicitados. Prepare um índice e confronte cada anexo com a entrada que o descreve. Preserve um exemplar do conjunto entregue.

Para uma exploração do Centro, guarde a documentação técnica da CCDR com o respetivo título e edição. Para outras regiões, mantenha o mesmo cuidado de identificação dos recursos usados. Esta proposta organiza o arquivo da produção fresca sem atribuir ao código de 2015 uma data de edição diferente da que o próprio documento apresenta. [^2]

## Lista para a passagem entre campo e receção

- Usar referências reconhecíveis de parcela e setor.
- Receber os partes de tratamento completos com as unidades.
- Associar a colheita à área de origem e ao período.
- Arquivar relatórios de água com a referência da amostra.
- Identificar trabalhadores e documentação de formação.
- Ligar o produto expedido aos documentos da sua origem.

Use a lista na reunião de preparação da campanha. Escolha uma pessoa para consolidar cada conjunto de documentos e uma substituta para localizar o histórico. Para a conservação e a distribuição das responsabilidades, consulte o [caderno de campo em Portugal](/pt/). Para organizar a entrega de documentos de controlo, continue na [página de inspeção](/pt/inspecao-registos-fitofarmaceuticos/).

## Seleção do controlo e leitura dos antecedentes

O plano de 2026 considera resultados insatisfatórios do PNCR2025 e da Condicionalidade2024 na identificação de explorações. Inclui riscos de natureza biológica no enquadramento da seleção dos controlos. [^1][^1]

Para preparar o histórico da exploração, reúna relatórios anteriores, pedidos de esclarecimento e respostas enviadas. Organize cada assunto com a identificação do produto, da amostra ou do setor mencionado. Preserve resultados laboratoriais completos, referências de recolha e comunicações de acompanhamento. Ao mudar a pessoa responsável pela receção dos documentos, entregue-lhe uma relação de assuntos em curso e a localização dos antecedentes.

Na preparação de produtos frescos, associe os documentos às diferentes etapas de trabalho: produção, colheita, receção, acondicionamento e expedição. Defina quem responde por cada referência e como recebe informação de colaboradores sazonais. Quando encontra divergências entre designações, escreva a equivalência no índice e conserve a explicação recebida.

Escolha um lote já expedido e reconstrua o percurso documental desde a saída até à origem. Localize os documentos de tratamento, análises, formação e acompanhamento que correspondem ao caso. Registe o caminho seguido e identifique intervenientes, destinatários e comprovativos. Utilize esse exercício para melhorar a organização dos arquivos que suportam perguntas concretas sobre a produção.

### O caderno de campo de hortícolas inclui apenas fitofármacos?

O registo nacional trata das aplicações; o plano DGAV de produção alimentar inclui também água, higiene, formação e rastreabilidade. [^3][^1][^1]

### Que análises arquivar com os registos da exploração?

O código disponibilizado pela CCDR Centro recomenda arquivar análises de hortofrutícolas, solos e água de irrigação. [^2]

### O que preparar para o controlo de tratamentos realizados em pequenos frutos?

Reúna os registos associados à área e à cultura, incluindo produto, aquisição, data, dose e volume de calda, e organize os assuntos de água e rastreabilidade do plano. [^3][^3][^3][^3][^1][^1]

### Há um recurso para caderno de campo e higiene no Centro?

A CCDR Centro disponibiliza o Código de Boas Práticas de Higiene na Produção Primária de Hortofrutícolas Frescos, cuja edição identificada é novembro de 2015. [^2]

### Os registos incompletos são relevantes depois da colheita?

Sim. O plano de 2026 inclui-os entre os exemplos relevantes para amostragem quando a cultura já foi colhida e há incumprimento ou suspeita de mau uso. [^1][^1]

## Sources

- [DGAV — Plano de Controlo à Produção Primária, março de 2026](https://www.dgav.pt/wp-content/uploads/2026/04/PCO.01.08_PCPP-HUSPF_2026_hom.pdf), read 2026-10-23
- [CCDR Centro — Código de boas práticas de higiene na produção primária de hortofrutícolas frescos](https://www.ccdrc.pt/wp-content/uploads/2025/02/codigo_boas_praticas_higiene_pp_hortofruticolas_frescos.pdf), read 2026-10-23
- [Diário da República — Lei n.º 26/2013, versão consolidada](https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/lei/2013-126731052), read 2026-10-23
- [DGAV — Uso Sustentável dos Produtos Fitofarmacêuticos](https://www.dgav.pt/medicamentos/conteudo/produtos-fitofarmaceuticos/uso-sustentavel-dos-produtos-fitofarmaceuticos/), read 2026-10-23
- [DGADR — Normas técnicas de Produção Integrada, revisão de janeiro de 2025](https://www.dgadr.gov.pt/images/docs/prod_sust/normas_pi/EBook_NormasPI/Normas_PI_janeiro_2025.pdf), read 2026-10-23
